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Bombas Atômicas necessárias para destruir o Mundo




Extraído do Super Interessante


Quantas bombas atômicas são necessárias para destruir o mundo?

por Alexandre Rodrigues e Emiliano Urbim
Um dos clichês da Guerra Fria (1945-1989) era que os arsenais de EUA e URSS eram capazes de destruira civilização várias vezes. Cientistas dos dois lados, entre eles o popular astrônomo Carl Sagan, já falecido, reforçavam as previsões catastróficas. Acontece que o pessoal exagerou um pouco: para varrer os vestígios do homem seriam necessárias 1,3 milhão de bombas-padrão atuais, com raio de destruição de 15 km2. Mesmo no auge da Guerra Fria, nunca houve mais que 5% do necessário (ver quadro ao lado).

Claro, dá para fazer um baita estrago: o arsenal atual dá bem para aniquilar as 100 maiores regiões metropolitanas do mundo. Ainda assim, restariam 19,1 milhões de km2 habitados por humanos. Sem falar que as pessoas provavelmente ocupariam novas áreas, que muitas se esconderiam em abrigos e que os ataques iriam dificultar a produção de novas bombas. 

Então, não temos que temer um apocalipse nuclear total, é só fugir para o mato? Bem, algumas previsões dizem que 50 bombinhas como as de Hiroshima produziriam fumaça suficiente para ocultar a luz do Sol por meses, talvez anos. É um cenário que os cientistas chamam de inverno nuclear, mas que perdeu pontos quando os poços de petróleo em chamas da Guerra do Golfo (1991) não esfriaram o planeta. Cá entre nós, tomara que nunca precisemos saber quem está certo nessa história.

Felizmente, insuficiente

Poder de destruição das potências nucleares, em km² 

COREIA DO NORTE + ÍNDIA + PAQUISTÃO + CHINA + ISRAEL + REINO UNIDO + FRANÇA = 15 MIL KM2

EUA - 150 MIL KM2

RÚSSIA -195 MIL KM2


TOTAL DO MUNDO EM 1985 - 975 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2000 - 500 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2009 - 360 MIL KM2

SUPERFÍCIE HABITADA - 19,5 MILHÕES DE KM2
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Bombas Atômicas necessárias para destruir o Mundo




Extraído do Super Interessante


Quantas bombas atômicas são necessárias para destruir o mundo?

por Alexandre Rodrigues e Emiliano Urbim
Um dos clichês da Guerra Fria (1945-1989) era que os arsenais de EUA e URSS eram capazes de destruira civilização várias vezes. Cientistas dos dois lados, entre eles o popular astrônomo Carl Sagan, já falecido, reforçavam as previsões catastróficas. Acontece que o pessoal exagerou um pouco: para varrer os vestígios do homem seriam necessárias 1,3 milhão de bombas-padrão atuais, com raio de destruição de 15 km2. Mesmo no auge da Guerra Fria, nunca houve mais que 5% do necessário (ver quadro ao lado).

Claro, dá para fazer um baita estrago: o arsenal atual dá bem para aniquilar as 100 maiores regiões metropolitanas do mundo. Ainda assim, restariam 19,1 milhões de km2 habitados por humanos. Sem falar que as pessoas provavelmente ocupariam novas áreas, que muitas se esconderiam em abrigos e que os ataques iriam dificultar a produção de novas bombas. 

Então, não temos que temer um apocalipse nuclear total, é só fugir para o mato? Bem, algumas previsões dizem que 50 bombinhas como as de Hiroshima produziriam fumaça suficiente para ocultar a luz do Sol por meses, talvez anos. É um cenário que os cientistas chamam de inverno nuclear, mas que perdeu pontos quando os poços de petróleo em chamas da Guerra do Golfo (1991) não esfriaram o planeta. Cá entre nós, tomara que nunca precisemos saber quem está certo nessa história.

Felizmente, insuficiente

Poder de destruição das potências nucleares, em km² 

COREIA DO NORTE + ÍNDIA + PAQUISTÃO + CHINA + ISRAEL + REINO UNIDO + FRANÇA = 15 MIL KM2

EUA - 150 MIL KM2

RÚSSIA -195 MIL KM2


TOTAL DO MUNDO EM 1985 - 975 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2000 - 500 MIL KM2
TOTAL DO MUNDO EM 2009 - 360 MIL KM2

SUPERFÍCIE HABITADA - 19,5 MILHÕES DE KM2
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Fontes mais loucas do mundo

Extraído do Site Revoada

10 fontes malucas ao redor do mundo

Fontes… não é exatamente a coisa com a qual você mais se importa quando viaja para um lugar diferente. Apesar disso, é um exemplo de arquitetura comumente encontrado em qualquer cidade, com certos exemplos sendo particularmente engraçados ou bizarros. Confira:

1 – Fonte de Netuno
A fonte de Netuno é uma fonte monumental cívica localizada na praça Piazza Nettuno, próxima à Piazza Maggiore, em Bolonha, na Itália. A fonte tem uma estátua de Netuno em cima, com quatro mulheres abaixo, uma em cada canto da fonte, enfaticamente espremendo seus seios nus e lançando um esguicho profano de líquido de seus mamilos.

2 – Swarovski
O fabricante de cristais Swarovski tem um museu com jardim em Wattens, na Áustria. Esta enorme fonte incrível fica na frente do museu.

3 – Jeanneke Pis
Jeanneke Pis é uma fonte e estátua modernas que ficam em Bruxelas. Seu objetivo é fazer um contraponto em termos de gênero à marca da cidade, uma antiga fonte chamada Manneken Pis. Ela foi criada por Denis-Adrien Debouvrie em 1985 e erguida em 1987. Esta estátua de meio metro de altura de calcário azul-cinza mostra uma menina com tranças de cócoras urinando, aparentemente muito contente. Sem surpresa, é muito menos conhecida do que sua contraparte masculina, sendo um monumento novo ao invés de um símbolo secular da cidade. A escultura está protegida contra vandalismo por barras de ferro.

4 – The Big Giving
O autoproclamado “artista de fontes”, Klaus Weber, zomba o lado menos atraente da raça humana com essas fontes intituladas “The Big Giving”. A série de esculturas fica em Londres e parece vir para a vida a partir de um monte de lama ou barro. As estátuas espirram água por todos os orifícios que se possa imaginar, incluindo boca, orelhas, olhos e até axilas. As fontes também são “amigas do meio ambiente”, já que toda a água que sai delas é reciclada.

5 – Crown Fountain
Essa obra de arte pública interativa, de escultura e vídeo, é apresentada no Millennium Park em Chicago (EUA). Projetado pelo artista catalão Jaume Plensa e executado por Krueck and Sexton Architects, o monumento Crown Fountain existe desde julho de 2004. 

6 – PianoWorks
Um funcionário da PianoWorks, negociante de piano em Atlanta (EUA), encontrou um novo uso criativo para um piano quebrado. Agora, ele serve de vaso e fonte, que bombeia mais de 7.000 litros de água por hora. 

7 – Canberra Times Fountain
A fonte Canberra Times Fountain, criada por Robert Woodward, está localizada em Canberra, na Austrália. A fonte foi encomendada pela Federal Capital Press (Imprensa Capital Federal) como um presente para o povo de Canberra, por ocasião do 50º aniversário do jornal Canberra Times. Instalada em 1979 e com quase 5 metros de altura, a fonte é feita de tubo e haste fabricada em aço inoxidável. 

8 – Banpo Bridge
Banpo Bridge, em Seul, Coréia do Sul, é uma fonte que utiliza 9.380 esguichos para espirrar água colorida em forma de asa de cada lado de uma ponte. Todo mundo deve conhecer a bíblica história de Moisés dividindo o Mar Vermelho; talvez essa seja a sensação de dirigir através dessa ponte.

9 – Seaham Hall
Esta fonte de água hipnotizante foi projetada pelo escultor britânico William Pye e senta-se na frente de Seaham Hall, em Sunderland (Inglaterra). Um cilindro detém água filtrada que corre ao redor para criar esse vórtice incrível, que parece uma ilusão de ótica. Graças aos degraus de ambos os lados do cilindro, os telespectadores são capazes de subir e olhar para dentro do olho do vórtice. 

10 – Torneira mágica
Photoshop? Não. Esta fonte mágica na verdade tem um tubo escondido no meio do fluxo da água, que sustenta a “torneira” no ar. A escultura fica em Cádis, na Espanha, no Aqualand, um parque aquático gigante.[Oddee]
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Fontes mais loucas do mundo

Extraído do Site Revoada

10 fontes malucas ao redor do mundo

Fontes… não é exatamente a coisa com a qual você mais se importa quando viaja para um lugar diferente. Apesar disso, é um exemplo de arquitetura comumente encontrado em qualquer cidade, com certos exemplos sendo particularmente engraçados ou bizarros. Confira:

1 – Fonte de Netuno
A fonte de Netuno é uma fonte monumental cívica localizada na praça Piazza Nettuno, próxima à Piazza Maggiore, em Bolonha, na Itália. A fonte tem uma estátua de Netuno em cima, com quatro mulheres abaixo, uma em cada canto da fonte, enfaticamente espremendo seus seios nus e lançando um esguicho profano de líquido de seus mamilos.

2 – Swarovski
O fabricante de cristais Swarovski tem um museu com jardim em Wattens, na Áustria. Esta enorme fonte incrível fica na frente do museu.

3 – Jeanneke Pis
Jeanneke Pis é uma fonte e estátua modernas que ficam em Bruxelas. Seu objetivo é fazer um contraponto em termos de gênero à marca da cidade, uma antiga fonte chamada Manneken Pis. Ela foi criada por Denis-Adrien Debouvrie em 1985 e erguida em 1987. Esta estátua de meio metro de altura de calcário azul-cinza mostra uma menina com tranças de cócoras urinando, aparentemente muito contente. Sem surpresa, é muito menos conhecida do que sua contraparte masculina, sendo um monumento novo ao invés de um símbolo secular da cidade. A escultura está protegida contra vandalismo por barras de ferro.

4 – The Big Giving
O autoproclamado “artista de fontes”, Klaus Weber, zomba o lado menos atraente da raça humana com essas fontes intituladas “The Big Giving”. A série de esculturas fica em Londres e parece vir para a vida a partir de um monte de lama ou barro. As estátuas espirram água por todos os orifícios que se possa imaginar, incluindo boca, orelhas, olhos e até axilas. As fontes também são “amigas do meio ambiente”, já que toda a água que sai delas é reciclada.

5 – Crown Fountain
Essa obra de arte pública interativa, de escultura e vídeo, é apresentada no Millennium Park em Chicago (EUA). Projetado pelo artista catalão Jaume Plensa e executado por Krueck and Sexton Architects, o monumento Crown Fountain existe desde julho de 2004. 

6 – PianoWorks
Um funcionário da PianoWorks, negociante de piano em Atlanta (EUA), encontrou um novo uso criativo para um piano quebrado. Agora, ele serve de vaso e fonte, que bombeia mais de 7.000 litros de água por hora. 

7 – Canberra Times Fountain
A fonte Canberra Times Fountain, criada por Robert Woodward, está localizada em Canberra, na Austrália. A fonte foi encomendada pela Federal Capital Press (Imprensa Capital Federal) como um presente para o povo de Canberra, por ocasião do 50º aniversário do jornal Canberra Times. Instalada em 1979 e com quase 5 metros de altura, a fonte é feita de tubo e haste fabricada em aço inoxidável. 

8 – Banpo Bridge
Banpo Bridge, em Seul, Coréia do Sul, é uma fonte que utiliza 9.380 esguichos para espirrar água colorida em forma de asa de cada lado de uma ponte. Todo mundo deve conhecer a bíblica história de Moisés dividindo o Mar Vermelho; talvez essa seja a sensação de dirigir através dessa ponte.

9 – Seaham Hall
Esta fonte de água hipnotizante foi projetada pelo escultor britânico William Pye e senta-se na frente de Seaham Hall, em Sunderland (Inglaterra). Um cilindro detém água filtrada que corre ao redor para criar esse vórtice incrível, que parece uma ilusão de ótica. Graças aos degraus de ambos os lados do cilindro, os telespectadores são capazes de subir e olhar para dentro do olho do vórtice. 

10 – Torneira mágica
Photoshop? Não. Esta fonte mágica na verdade tem um tubo escondido no meio do fluxo da água, que sustenta a “torneira” no ar. A escultura fica em Cádis, na Espanha, no Aqualand, um parque aquático gigante.[Oddee]
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Wise Up brasileira rumo ao mercado chinês


Extraído da Veja

Brasileiro leva rede de escolas da periferia para o mundo

Criado no subúrbio do Rio, Flávio Augusto fundou o Grupo Ometz no início dos anos 90. Hoje, tem escolas em quatro países e se prepara para chegar à China

Raquel Grisotto
Flávio Augusto, dono do grupo Ometz, que inclui a rede de idiomas Wise Up
Flávio Augusto, dono do grupo Ometz, que inclui a rede de idiomas Wise Up (Gabriel Rinaldi)
Ainda faltam dois meses para que a primeira escola Wise Up da China abra suas portas. Mas o empreendedor Flavio Augusto, de 40 anos, já está contando os dias para a inauguração em Pequim, prevista para 15 de novembro. Augusto é dono do Grupo Ometz (veja números da empresa), que deve faturar 155,5 milhões de reais neste ano com as marcas Wise Up, You Move e Go Getter – todas especializadas no ensino do inglês. “A meta, na China, é chegar a 2 000 escolas em cinco anos”, diz Augusto, que conta com a ajuda de um parceiro local para vender as franquias no país. “Será um grande avanço na minha trajetória”, comemora.
Fincar a bandeira de seu negócio no outro lado do mundo representará uma conquista e tanto ao empreendedor que começou vendendo cursos de inglês em uma pequena escola do centro do Rio de Janeiro, aos 19 anos. “Queira casar e precisava juntar algum dinheiro”, recorda o empresário. Filho de militar e de uma professora de escola pública, Augusto foi criado em Jabour, na periferia carioca. Para poder trabalhar, trancou a faculdade de ciência da computação meses depois de iniciar o curso. Em 1995, quando chegou aos 23 anos, decidiu abrir a própria escola, usando dinheiro do cheque especial. “Foi uma loucura”, diz ele. “Mas acabou dando certo.” Em um mês, Augusto já tinha conquistado muitos alunos.
A experiência adquirida como vendedor havia permitido a Augusto entender qual a melhor maneira de atrair clientes para sua escola – e isso tem mostrado fundamental para expansão do grupo até agora. “Aprender inglês é chato”, admite. “As pessoas só se convencem da importância do curso quando mostramos a ela o impacto positivo que isso pode ter em suas vidas.” 
Nicho de mercado – Desde o início, enquanto os concorrentes faziam ações direcionadas a crianças e adolescentes, a Wise Up mirou em outra direção: o profissional adulto. A escolha se mostrou certeira. “Em vez de prometer fluência com aulas que podem se estender por quase uma década, vendemos um curso de 18 meses para quem quer aprender a se comunicar rapidamente”, explica Augusto. 
números do Grupo Ometz
Amparada por uma estratégia de marketing agressiva – que inclui ações de telemarketing e campanhas publicitárias com atores famosos –, a empresa deslanchou.  Hoje, são quase 500 unidades no Brasil e escolas na Argentina, Colômbia e Estados Unidos – onde o foco é ensinar inglês à comunidade latina residente no país. “Atrelar o produto à perspectiva de emprego e de promoções na carreira foi uma estratégia muito acertada”, avalia José Carlos Semenzato, dono da SMZTO, empresa que investe em negócios com potencial de crescer por meio de franquias. “Por muito tempo, esse também foi meu argumento de vendas – dizer aos alunos que a vida deles poderia melhorar se aprendessem o que eu estava ensinado”, resume o especialista. Semenzato é fundador da Microlins, rede de ensino de informática vendida em 2010 ao Grupo Multi (controlador das marcas Wizard e Skill). 
Expansão dos negócios – Os últimos anos têm sido particularmente positivos para os negócios de Augusto. “O avanço da economia e o aumento do poder aquisitivo da população motivam as pessoas a estudar”, afirma. Para aproveitar todas as oportunidades, o empresário lançou duas novas marcas: a You Move, destinada a atender a Classe C, e a Go Getter, que ensina inglês “in company” (dentro de empresas) e que tem como clientes a Toyota e a Warner Bros. 
No Brasil, pouco mais de 5% da população fala inglês, segundo levantamento do British Council, órgão do governo britânico. Em nível global, estima-se que, nos próximos anos, perto de 2 bilhões de pessoas estudem inglês. “Nossas perspectivas são excelentes”, comemora Augusto. 
Hoje, seu principal desafio tem sido afastar-se aos poucos do dia a dia das escolas. Ele ainda comanda toda a estratégia de crescimento do grupo, mas vem dando cada vez mais autonomia a seus executivos. “Preciso descentralizar o comando para deixar a empresa cada vez mais preparada para expansão”, diz Augusto. Trata-se de uma tarefa difícil para empreendedores. Por isso mesmo, Augusto mudou-se  em 2009 com os filhos e a mulher – a mesma que o motivou a vender os cursos na juventude – para Orlando, nos Estados Unidos. “Dessa forma, consigo deixar os executivos mais à vontade para cuidar de suas funções”, diz. 
Atualmente, ele também dedica uma hora diária para produzir textos, vídeos e artigos sobre empreendedorismo e motivação. Tem mais de mais de 500 000 seguidores nas redes sociais. “Vim da periferia e comecei do zero”, diz Augusto. “Sei da importância desse tipo de incentivo para as pessoas.” 
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Wise Up brasileira rumo ao mercado chinês


Extraído da Veja

Brasileiro leva rede de escolas da periferia para o mundo

Criado no subúrbio do Rio, Flávio Augusto fundou o Grupo Ometz no início dos anos 90. Hoje, tem escolas em quatro países e se prepara para chegar à China

Raquel Grisotto
Flávio Augusto, dono do grupo Ometz, que inclui a rede de idiomas Wise Up
Flávio Augusto, dono do grupo Ometz, que inclui a rede de idiomas Wise Up (Gabriel Rinaldi)
Ainda faltam dois meses para que a primeira escola Wise Up da China abra suas portas. Mas o empreendedor Flavio Augusto, de 40 anos, já está contando os dias para a inauguração em Pequim, prevista para 15 de novembro. Augusto é dono do Grupo Ometz (veja números da empresa), que deve faturar 155,5 milhões de reais neste ano com as marcas Wise Up, You Move e Go Getter – todas especializadas no ensino do inglês. “A meta, na China, é chegar a 2 000 escolas em cinco anos”, diz Augusto, que conta com a ajuda de um parceiro local para vender as franquias no país. “Será um grande avanço na minha trajetória”, comemora.
Fincar a bandeira de seu negócio no outro lado do mundo representará uma conquista e tanto ao empreendedor que começou vendendo cursos de inglês em uma pequena escola do centro do Rio de Janeiro, aos 19 anos. “Queira casar e precisava juntar algum dinheiro”, recorda o empresário. Filho de militar e de uma professora de escola pública, Augusto foi criado em Jabour, na periferia carioca. Para poder trabalhar, trancou a faculdade de ciência da computação meses depois de iniciar o curso. Em 1995, quando chegou aos 23 anos, decidiu abrir a própria escola, usando dinheiro do cheque especial. “Foi uma loucura”, diz ele. “Mas acabou dando certo.” Em um mês, Augusto já tinha conquistado muitos alunos.
A experiência adquirida como vendedor havia permitido a Augusto entender qual a melhor maneira de atrair clientes para sua escola – e isso tem mostrado fundamental para expansão do grupo até agora. “Aprender inglês é chato”, admite. “As pessoas só se convencem da importância do curso quando mostramos a ela o impacto positivo que isso pode ter em suas vidas.” 
Nicho de mercado – Desde o início, enquanto os concorrentes faziam ações direcionadas a crianças e adolescentes, a Wise Up mirou em outra direção: o profissional adulto. A escolha se mostrou certeira. “Em vez de prometer fluência com aulas que podem se estender por quase uma década, vendemos um curso de 18 meses para quem quer aprender a se comunicar rapidamente”, explica Augusto. 
números do Grupo Ometz
Amparada por uma estratégia de marketing agressiva – que inclui ações de telemarketing e campanhas publicitárias com atores famosos –, a empresa deslanchou.  Hoje, são quase 500 unidades no Brasil e escolas na Argentina, Colômbia e Estados Unidos – onde o foco é ensinar inglês à comunidade latina residente no país. “Atrelar o produto à perspectiva de emprego e de promoções na carreira foi uma estratégia muito acertada”, avalia José Carlos Semenzato, dono da SMZTO, empresa que investe em negócios com potencial de crescer por meio de franquias. “Por muito tempo, esse também foi meu argumento de vendas – dizer aos alunos que a vida deles poderia melhorar se aprendessem o que eu estava ensinado”, resume o especialista. Semenzato é fundador da Microlins, rede de ensino de informática vendida em 2010 ao Grupo Multi (controlador das marcas Wizard e Skill). 
Expansão dos negócios – Os últimos anos têm sido particularmente positivos para os negócios de Augusto. “O avanço da economia e o aumento do poder aquisitivo da população motivam as pessoas a estudar”, afirma. Para aproveitar todas as oportunidades, o empresário lançou duas novas marcas: a You Move, destinada a atender a Classe C, e a Go Getter, que ensina inglês “in company” (dentro de empresas) e que tem como clientes a Toyota e a Warner Bros. 
No Brasil, pouco mais de 5% da população fala inglês, segundo levantamento do British Council, órgão do governo britânico. Em nível global, estima-se que, nos próximos anos, perto de 2 bilhões de pessoas estudem inglês. “Nossas perspectivas são excelentes”, comemora Augusto. 
Hoje, seu principal desafio tem sido afastar-se aos poucos do dia a dia das escolas. Ele ainda comanda toda a estratégia de crescimento do grupo, mas vem dando cada vez mais autonomia a seus executivos. “Preciso descentralizar o comando para deixar a empresa cada vez mais preparada para expansão”, diz Augusto. Trata-se de uma tarefa difícil para empreendedores. Por isso mesmo, Augusto mudou-se  em 2009 com os filhos e a mulher – a mesma que o motivou a vender os cursos na juventude – para Orlando, nos Estados Unidos. “Dessa forma, consigo deixar os executivos mais à vontade para cuidar de suas funções”, diz. 
Atualmente, ele também dedica uma hora diária para produzir textos, vídeos e artigos sobre empreendedorismo e motivação. Tem mais de mais de 500 000 seguidores nas redes sociais. “Vim da periferia e comecei do zero”, diz Augusto. “Sei da importância desse tipo de incentivo para as pessoas.” 
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Homens e mulheres visões diferentes


Extraído de O Globo

Homens e mulheres veem o mundo de formas diferentes

Centro visual feminino privilegia a discriminação das cores, enquanto masculino é mais sensível a detalhes finos e estímulos rápidos

Os centros visuais do cérebro de homens e mulheres trabalham de forma diferente, segundo uma nova pesquisa publicada na revista BioMed Central. Enquanto os homens têm maior sensibilidade para detalhes finos e estímulos de movimento rápido, as mulheres são melhores em discriminar cores.
No cérebro há alta concentração de hormônios sexuais masculinos (andrógenos) receptores em todo o córtex cerebral, especialmente no córtex visual, responsável pelo processamento de imagens. Os andrógenos também são responsáveis ​​por controlar o desenvolvimento dos neurônios no córtex visual durante a embriogênese, o que significa que os homens têm 25% a mais desses neurônios do que as mulheres.
Pesquisadores do Brooklyn e Hunter Colleges, de Nova York, compararam a visão de homens e mulheres maiores de 16 anos, alunos e funcionários dos ensinos médio e superior, com visão de cor normal e 20/20 vista (ou 20/20, quando corrigida por óculos ou lentes de contato).
Quando os voluntários foram obrigados a descrever cores mostradas através do espectro visível, tornou-se óbvio que a visão para cor dos homens foi deslocada, e que requeriam um comprimento de onda ligeiramente maior para definir a mesma tonalidade que as mulheres. Os homens também apresentavam uma gama mais ampla no centro do espectro, no qual eram menos capazes de discriminar entre as cores.
Uma imagem de barras claras e escuras foi usada para medir a sensibilidade de contraste e os voluntários tinham que escolher entre barras verticais e horizontais. Em cada imagem, quando as barras claras e escuras foram alternadas a imagem parecia tremer e, ao variar a rapidez com que as barras se alternavam, a equipe descobriu que a taxas moderadas de mudança de imagem, os observadores perdiam a sensibilidade para as mais próximas e ganhavam para as afastadas. No entanto, quando a mudança de imagem foi mais rápida ambos os sexos foram menos capazes de resolver as imagens ao longo de todas as larguras de barras. No geral, os homens são mais capazes de observar mais rapidamente a mudança das imagens que estavam mais próximas.
— Tal como acontece com outros sentidos, como a audição e o sistema olfativo, existem diferenças marcantes na visão de homens e mulheres. A testosterona tem um papel importante, de alguma forma, levando a conectividade diferente entre machos e fêmeas — comentou o coordenador do estudo, Israel Abramov.
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Homens e mulheres visões diferentes


Extraído de O Globo

Homens e mulheres veem o mundo de formas diferentes

Centro visual feminino privilegia a discriminação das cores, enquanto masculino é mais sensível a detalhes finos e estímulos rápidos

Os centros visuais do cérebro de homens e mulheres trabalham de forma diferente, segundo uma nova pesquisa publicada na revista BioMed Central. Enquanto os homens têm maior sensibilidade para detalhes finos e estímulos de movimento rápido, as mulheres são melhores em discriminar cores.
No cérebro há alta concentração de hormônios sexuais masculinos (andrógenos) receptores em todo o córtex cerebral, especialmente no córtex visual, responsável pelo processamento de imagens. Os andrógenos também são responsáveis ​​por controlar o desenvolvimento dos neurônios no córtex visual durante a embriogênese, o que significa que os homens têm 25% a mais desses neurônios do que as mulheres.
Pesquisadores do Brooklyn e Hunter Colleges, de Nova York, compararam a visão de homens e mulheres maiores de 16 anos, alunos e funcionários dos ensinos médio e superior, com visão de cor normal e 20/20 vista (ou 20/20, quando corrigida por óculos ou lentes de contato).
Quando os voluntários foram obrigados a descrever cores mostradas através do espectro visível, tornou-se óbvio que a visão para cor dos homens foi deslocada, e que requeriam um comprimento de onda ligeiramente maior para definir a mesma tonalidade que as mulheres. Os homens também apresentavam uma gama mais ampla no centro do espectro, no qual eram menos capazes de discriminar entre as cores.
Uma imagem de barras claras e escuras foi usada para medir a sensibilidade de contraste e os voluntários tinham que escolher entre barras verticais e horizontais. Em cada imagem, quando as barras claras e escuras foram alternadas a imagem parecia tremer e, ao variar a rapidez com que as barras se alternavam, a equipe descobriu que a taxas moderadas de mudança de imagem, os observadores perdiam a sensibilidade para as mais próximas e ganhavam para as afastadas. No entanto, quando a mudança de imagem foi mais rápida ambos os sexos foram menos capazes de resolver as imagens ao longo de todas as larguras de barras. No geral, os homens são mais capazes de observar mais rapidamente a mudança das imagens que estavam mais próximas.
— Tal como acontece com outros sentidos, como a audição e o sistema olfativo, existem diferenças marcantes na visão de homens e mulheres. A testosterona tem um papel importante, de alguma forma, levando a conectividade diferente entre machos e fêmeas — comentou o coordenador do estudo, Israel Abramov.
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