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ENTREVISTA COM ALAN RAPP, O DIRETOR DO PÂNICO NA BAND

ENTREVISTA COM ALAN RAPP, O DIRETOR DO PÂNICO NA BAND

GRANDE PARTE DO NOSSO SUCESSO É POR FALARMOS A MESMA LINGUAGEM DO POVO BRASILEIRO” ENTREVISTA COM ALAN RAPP, O DIRETOR DO PÂNICO NA BAND

Panico

TOPO, PORQUE NÃO? VAMO CAIR PRA DENTRO!

Foi com a mesma convicção de um dos bordões mais antológicos do “Pânico” que Allan Rapp, generosamente topou dar uma entrevista para este pequeno blog.  Após enviarmos uma mensagem com menos de 180 caracteres que despertou o interesse de Allan, algumas DM’s foram trocadas e em poucos dias o diretor do humorístico de maior repercussão na TV brasileira, topava ser sabatinado pelo “O Meme é a Mensagem”. E também por nossos amigos tuiteiros. Sim, por nossos amigos tuiteiros, pois não me parecia legal devolver a generosidade de Alan perguntando somente o que me interessaria para o cara. Então, estendemos a entrevista aos nossos seguidores no Twitter e aos nossos quatrocentos curtidores doFacebook. O curioso é que alguns dias após do anúncio da entrevista, estes quatrocentos curtidores foram decuplicados.  Sim. Decuplicados. Eu também não conhecia este termo até me deparar com o popular “toque de Midas” a respeito de TUDO que se relaciona à turma do Pânico. De quatrocentos curtidores no Facebook nossa conta acabou obtendo dez vezes mais do que o saldo inicial. A resposta muito provavelmente está nesta aura de histeria, popularidade e de audiência em TUDO que acompanha a equipe do programa há quase uma década. Enquanto a crise da TV aberta extinguia programas humorísticos que eram referência pela boa audiência como “Show do Tom”, “Os Caras de Pau”, “Comédia MTV” e “A Turma Do Didi” a equipe do “Pânico” seguia firme e forte, nestes tantos anos de carreira televisiva. Para ser mais exato, dez anos, já que em setembro, completará uma década que a equipe do “Pânico” emplaca bordões na cultura brasileira. Qual o segredo desta “fórmula” que se mantém com tanta popularidade dez anos depois de sua criação? Como tentar fazer rir em um atual mercado televisivo completamente minguado de humor? O curioso é que talvez este ambicionado “elixir da longa vida” do programa, esteja intimamente relacionado a estes 180 caracteres que compuseram minhas mensagens direcionadas ao diretor. Cada vez mais a equipe do “Pânico” parece colher bons resultados com suas pautas construídas em torno dos assuntos que estão “bombando” nas redes sociais. No último domingo, por exemplo, o “Pânico na Band” ficou quinze minutos na liderança da audiência. E foi o programa mais popular do Twitter no domingo, entrando inclusive, para o TOP 5 dos mais repercutidos da segunda-feira. Tudo, por conta de uma afiada pauta, trabalhada em cima de tendências. O vilão de novela que é  nas redes sociais, Félix, foi assunto nos inserts do “Pânico” deste domingo por conta de uma matéria que exibiu a história de Ronny: o assessor de Sabrina Sato que revelou sua homossexualidade ao seu pai. Outros destaques do humorístico foram uma paródia do quadro global “Vai Fazer O Quê?” (tal quadro vem sendo um dos momentos de maior audiência e repercussão do “Fantástico”) e a polêmica invasão ao programa que é sensação das redes sociais, o reality show “A Fazenda”. A equipe do programa tentou fazer nada mais, nada menos, o que praticamente todo Brasil queria fazer: avisar a isolada participante Scheila Carvalho para ela maneirar nos beijos enviados ao maridão, já que o comportamento do cara não havia sido dos mais leais aqui fora. Talvez a longevidade do programa esteja mesma atrelada a esta vocação da equipe do “Pânico” em descobrir tantas vezes o que o brasileiro quer ou nas próprias palavras do diretor: “Acredito que grande parte do nosso sucesso seja falar a mesma linguagem que o povo brasileiro fala“.
Confira a seguir a entrevista com Allan Rapp:
Panico

O MEME É A MENSAGEM – Enquanto vocês estavam na Rede TV cogitava-se a ideia do programa “Pânico” ser maior do que o próprio canal. A verdade é que a partir da saída de vocês da emissora, o canal nunca mais alcançou bons números de audiência. Há poucas semanas foi divulgado, inclusive, que a emissora estaria sondando ex-integrantes do programa para tentar montar um novo “Pânico”. Com toda esta crise financeira envolvendo a Rede TV, o que você acha que poderia ser feito para que a emissora consiga sair da atual situação?
ALLAN RAPP - A Rede TV tem um potencial incrível, tecnologicamente falando, mas infelizmente todo esse avanço esbarra na falta de profissionalismo interno, que acaba fazendo com que a emissora obtenha um dos piores resultados em audiência e êxito comercial. Acredito que se as metas internas fossem outras, se o foco interno mudasse de direção, se os recursos obtidos fossem investidos a favor da própria e se a emissora tentasse buscar um profissionalismo de verdade, seria bem melhor, seria um grande passo para sair dessa crise, quase fatal.
O MEME É A MENSAGEM - As seguintes perguntas foram feitas pelos tuiteiros @josipeace, @oChanFerreira e @RafaBitencourt.
@JosiPeace: “A Inês Brasil tem chances como Panicat?”
ALLAN RAPP - Huahauahuahauha…claro que… NÃO!
@oChanFerreira: Qual a sensação quando o programa atinge o primeiro lugar?
ALLAN RAPP - O “Pânico” sempre sai em último lugar quando o programa se inicia (dos canais que têm chance de competir pelo primeiro lugar), saímos em quarto lugar. Muitas vezes quando o “Pânico” começa, o “Fantástico” esta com dezenove, vinte pontos, o “Domingo Espetacular” com quinze, dezesseis pontos e o Sílvio Santos com nove, dez pontos. Nós começamos o Pânico com um, dois, três e às vezes com quatro pontos. É uma batalha dura, porque até “embalar” demora um pouco, mas depois que o programa “embala” eles não nos seguram, estamos há quase quatro meses chegando em primeiro lugar, então imagina você, qual seria a sensação de você largar numa corrida bem atrás de todos os seus concorrentes reais e antes do término dessa corrida você conseguir ultrapassar todos eles e virar líder? Essa sensação é indescritível, só quem vivencia isso sabe como é bom!
 @RafaBitencourt: “Quais foram as dificuldades na transição da “RedeTV” para a BAND?
 As dificuldades foram sendo superadas e em pouco tempo tanto o “Pânico” quanto a BAND conseguiram sincronizar as engrenagens para que o esquema de trabalho pudesse fluir da forma mais simples possível. É óbvio que houve dificuldade, nos adaptamos e hoje essas dificuldades praticamente foram anuladas. Caímos de supetão quatro meses depois do início do ano, ou seja, todo o calendário interno da emissora já estava pronto e de repente, PUMBA…cai o “Pânico” no quintal deles. Foi uma correria, mas tudo deu certo!
 O MEME É A MENSAGEM - Ao sair da antiga emissora correu pela mídia a informação que vocês trabalhariam na BAND com o dobro do antigo orçamento. Passado mais de um ano desde que a equipe está na nova casa, qual seria então a principal diferença no atual produto que vocês entregam todo domingo? A audiência e a repercussão do programa cresceram?
ALLAN RAPP: O “Pânico” progrediu muito, tecnicamente falando, a qualidade do som está muito melhor, e a qualidade da imagem também está bem melhor do que antes. Nossas matérias hoje são mais complexas, a maioria das nossas externas sai com mais de uma câmera, isso te possibilita captar imagens diferentes simultaneamente falando, o que deixa seu conteúdo com mais opções de imagem editada. Como a BAND tem uma abrangência muito maior, a nossa repercussão também é maior, nossos integrantes são conhecidos em quase todos os pontos do país, nossos bordões e vinhetas também caem na boca do povo, isso reflete a grande repercussão que o programa alcança.
Com relação à audiência, a TV aberta vem passando uma fase turbulenta, pouco tempo atrás ter TV a cabo era “coisa de rico”, hoje em dia isto mudou, o acesso aos canais fechados está muito maior, hoje em dia um em cada quatro telespectadores assiste TV fechada, ou DVD. Temos também [a questão dos] jogos de videogames. E por incrível que pareça a própria TV fechada ou TV por assinatura, também esta enfrentando novos rivais, como é o caso da Netflix, que vende filmes e séries via streaming e você só paga a mensalidade. Fora tudo isso, tem também a internet com o Youtube e Facebook que buscam desesperadamente a atenção das pessoas que estão em casa na frente do computador ou mesmo da antiga e boa televisão, seja com canais de vídeos pagos/assinados ou então pela Apple Amazon que vendem filmes pela internet. Isto fragmenta a audiência como um todo, fica mais complicado prender a atenção do telespectador. Isto é um fenômeno mundial, não acontece somente aqui no Brasil.
O MEME É A MENSAGEM – Atualmente o programa produz conteúdo para o rádio e para a TV. Com a crise de audiência que vive a TV aberta e o filão de investimentos envolvendo a TV paga, as comédias no cinema e a internet, é possível pensar em novas mídias para a turma do “Pânico”?
ALLAN RAPP: Eu acredito que sim, mas no momento o nosso foco é o programa da TV e o da rádio, mas sem dúvida o Tutinha [apelido pelo qual é conhecido o empresário Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, criador do “Pânico” e presidente da Rádio “Jovem Pan”] e o Emílio Surita não irão ficar de fora desse novo mercado que está se abrindo.
sato

O MEME É A MENSAGEMSabrina Sato é a integrante do programa com mais seguidores no Twitter além de ser (segundo informações recentes do colunista Flávio Ricco) a figura mais comercial de toda a BAND. Recentemente a participação de Sabrina foi ampliada nas edições do programa em função de outros nomes. Como é administrar as participações de cada integrante no programa? Qual é o segredo do atual sucesso de Sabrina Sato?
ALLAN RAPP: A Sabrina sempre foi a nossa “curinga”, ela sempre consegue se moldar e se adaptar ao tema que será abordado, então isso naturalmente a deixa em vantagem, isso sem contar o carisma que ela possui, isso é indiscutível, ela consegue fazer você falar o que ela quiser com aquele jeito dela. É a nossa japonesa DE OURO! Com relação aos meninos do elenco, é tranquilo, tem fase que um brilha mais que o outro, daí se trabalha mais, mas é um ciclo, todos acabam passando por ele.
O MEME É A MENSAGEM- A próxima pergunta é do tuiteiro @FacJurys.
@FacJurys:  “Por conta de uma piada, o humorista Rafinha Bastos ficou afastado por dois anos da BAND. Como é a questão da liberdade de expressão dos humoristas do Pânico? Existe algum limite com o que se pode brincar?”
ALLAN RAPP: É claro que questões políticas são mais complicadas, isso em toda televisão existe, mas fora isso não existe nenhuma restrição ao que costumamos fazer.
O MEME É A MENSAGEM- O jornalista Augusto Nunes, que em breve irá retomar a comando do jornalístico“Roda Viva” disse que o programa “precisa fazer perguntas como as que são feitas atualmente em alguns programas de humor”. O que você acha que ele quis dizer com isso?
ALLAN RAPP: Acho que ele estava se referindo ao fato de que deveria existir mais naturalidade nas perguntas que envolvem temas mais constrangedores. Muitas vezes os programas ficam “pisando em ovos” ao abordarem alguns temas e isso acaba transformando num “bicho de sete cabeças”. Para nós não, isso vem com naturalidade.
 8- O MEME É A MENSAGEM - As próximas questões são do tuiteiro @LuaanPires.
@LuaanPires: “Como é dirigir um programa de humor na época do politicamente correto? O Pânico exerce uma escolha deliberada em não ir por esse caminho ou você crê que este é o único modo de se fazer humor? Vocês acreditam que talvez o tipo de humor de vocês, às vezes, reforçam estereótipos e estimulam preconceitos?”
ALLAN RAPP: É normal, porque nós nunca nos preocupamos muito em ser politicamente corretos. O que seria reforçar estereótipos? Ter meninas bonitas dançando de maiô ou biquíni? Isto existe faz muito tempo, porém nós fomos os primeiros a realmente entregar o microfone para as nossas mulheres do programa, isso sem dúvida aumenta a participação delas e também a repercussão de tudo o que fazemos. É claro que com a visibilidade que o programa possui, essas participações delas chamam maior atenção, dai alguns “caem em cima”. Estimular preconceito? Não acredito nisso também, os anões sempre sofreram discriminação e nós damos emprego e os inserimos no nosso mundo e também no mundo real, pergunte a eles.
O MEME É A MENSAGEMA próxima pergunta é de Flávio Ferrari, ex-presidente do Ibope e sócio-criador da empresa Qual Canal:
FLÁVIO FERRARI - “Considerando esta consistente repercussão do programa no Twitter gostaria de saber se você segue uma estratégia desenvolvida a partir de alguma experiência adquirida ou se continua agindo intuitivamente”
ALLAN RAPP: A estratégia que seguimos vem de certa experiência adquirida sim, depois de anos no “Pânico” descobrimos os melhores caminhos para fazer a nossa “rota” no domingo a noite, é claro que os concorrentes mudam, sofremos um tempo até reformularmos nosso mapa de voo, mas depois conseguimos voar alto da mesma forma que eles voam, mesmo saindo em piores condições de voo do que eles (concorrentes). A intuição também está presente, podemos dizer que é uma mescla entre experiência e intuição.
O MEME É A MENSAGEM – A equipe do “Pânico” está há uma década na televisão brasileira e a conta doTwitter do programa é uma das dez mais seguidas no Brasil. Qual é o segredo da longevidade e de tanta popularidade?
ALLAN RAPP:  Na verdade o “Pânico” irá completar uma década agora dia 28 de setembro, queremos comemorar estes dez anos de televisão com uma MEGA FESTA! Afinal, não é fácil conseguir se manter no ar tanto tempo, enfrentamos inúmeras dificuldades no começo e ainda hoje sofrendo com concorrentes por todo os lados, sejam eles vindos da televisão, internet, videogames etc.
Acredito que grande parte do nosso sucesso seja falar a mesma linguagem que o povo brasileiro fala, o telespectador do “Pânico” se identifica com a gente, o público caminha com a gente, acompanha os nossos passos, vibra com a gente, chora com a gente… se revolta com o programa, se emociona com o programa. Nosso público, sem dúvida, vive o programa. Isto te leva bem próximo ao povo e é para o povo que o “Pânico” é feito! Obrigado povo brasileiro, nós do “Pânico” sempre falamos isso: sem vocês de casa, nós do “Pânico” não seriamos nada, nada , nada , naaadaaaaaa…
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